terça-feira, 29 de setembro de 2009

É possível ser gay e evangélico?


“O amor não é pecado. Lute contra a homofobia religiosa”. Com essas e outras mensagens contra o preconceito, duas igrejas evangélicas para homossexuais foram representadas na 12º Parada do Orgulho GLBTT, em São Paulo, dia 25 de maio de 2008. De acordo com Indira Priscila de Siqueira Valença, pastora fundadora da “Igreja para Todos”, a participação nas Paradas é para evangelizar. “De 1999 para cá, a proposta ‘evangélico e gay’ é levada à avenida”. Oficialmente a denominação existe desde 2004 e oferece também, cursos sobre homoafetividade e bíblia.


Segundo a pastora, cerca de 45 seguidores de sua igreja participaram da manifestação. Com faixas e camisetas eles procuravam chamar a atenção para as suas ideologias.

Outro grupo ostentava bandeiras com o nome “Comunidade Cristã Nova Esperança, uma igreja à serviço da diversidade humana”. Fundada há três anos pelo pastor Justino Luiz que se inspirou num modelo de igreja para gays que existe no Chile.

DIVERSIDADE

Com quase os mesmos dogmas das outras igrejas evangélicas, a Para Todos e a CCNE se diferenciam pela pregação da diversidade sexual. Usam versículos bíblicos para mostrar que “Deus não faz acepção de pessoas”. Livro de Atos, capítulo 10, versículo 34.














Outro tema difundido e defendido pelos dois grupos de religiosos é a PLC 122/06 que trata da criminalização da homofobia. Assunto ainda desconhecido por muitos homossexuais, conforme informa a presbítera KA no site da “Para Todos”. Os crentes, segundo ela, “foram indagados na Parada sobre a PL”, por causa das faixas que carregavam.

PESQUISAS

De acordo com pesquisa realizada pela APOGLBT-SP (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo) no ano de 2006, 12% dos homossexuais foram criados na religião evangélica, enquanto 5% se disseram praticantes. A pesquisa informa também que 26% dos entrevistados GLBT afirmam ter sido excluídos ou marginalizados em ambiente religioso.

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