quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O salário dos políticos parece alto. É muito maior

Obs: Esta imagem não integra reportagem da revista Veja.
Na tarde desta quarta-feira, o salário dos senadores e deputados federais subiu de 16.512,09 reais para 26.723,13 reais. Parece alto. É muito maior. Engordado por truques legais e filigranas jurídicas, o valor que os parlamentares brasileiros embolsam mensalmente ultrapassa com folga a faixa dos 100 mil reais.

Além do registrado na folha de pagamento, os 81 senadores, por exemplo, têm direito à verba indenizatória de 15 mil reais, verba para transporte aéreo de até 27 mil reais, cota de telefone fixo (1.000 reais), celular (ilimitado), auxílio-moradia (3.800 reais), combustível (520 reais), entre outros benefícios. Os números foram extraídos de um levantamento do site Congresso em Foco divulgado em julho deste ano, com base em informações da Câmara, do Senado e da Ong Transparência Brasil.

“O valor ainda pode aumentar com a incorporação de serviços e cotas difíceis de mensurar”, ressalva o Congresso em Foco lembrando que os 513 deputados recebem ainda 14º e 15º salários (com o codinome de “ajuda de custo”). Também há o chamado “cotão” mensal, de até 35.512,09 reais, que pode ser desperdiçado com fretamento de aeronaves, combustível, assinatura de publicações e outras miudezas.

Plano de saúde – A farra com dinheiro público não para por aí. Congressistas, ex-congressistas (mediante o pagamento mensal de 200 reais), cônjuges e dependentes tem direito a um plano de saúde que reembolsas despesas médicas e odontológicas ilimitadas. De acordo com a ONG Contas Abertas, os gastos com serviços médico-hospitalares, odontológicos e laboratoriais do Senado quase duplicaram neste ano, em relação a 2009. O benefício inclui o pagamento de cirurgias e tratamento médico no exterior.

Até o dia 11 de novembro, a despesa havia alcançado 40,6 milhões de reais. Para ficar num exemplo de como os beneficiários do plano gastam com saúde, a apresentadora de TV Paula Lobão, mulher do suplente de senador Lobão Filho, herdeiro do ex-ministro Edison Lobão, gastou 26 mil reais num tratamento odontológico no começo deste ano.

Presidente, vice-presidente e ministros de Estado - Inflado pelo reajuste superior a 130%, o salário do presidente da República e do vice-presidente também atingiu o teto de 26.723,13 reais. Parece alto. É muito maior, se forem incluídas as despesas bancadas pelo estado com moradia, alimentação, transporte, serviços médicos segurança, escritórios regionais. Em 2010, o cartão corporativo da Secretaria de Administração da Presidência da República, que responde por todos os gastos envolvendo o presidente e a primeira-dama, consumiu 5.570.316,80 reais – só para ficar com os valores protegidos por sigilo. Os gastos secretos da vice-presidência foram de 555.053,47 reais.

Os ministros de Estado, cujos salários serão equiparados ao teto, continuarão a aumentar a remuneração mensal com a participação em conselhos de empresas estatais. A lei 9.292, de julho de 1996, ressalva apenas que o valor “não excederá, em nenhuma hipótese, a dez por cento da remuneração mensal média dos diretores das respectivas empresas”.

Quando chefiava a Casa Civil, por exemplo, Dilma Rousseff elevava o salário de 11.400 reais para 23 mil reais por participar dos conselhos da Petrobras e da BR Distribuidora. Os gastos com moradia, serviços médicos e odontológicos (incluindo dependentes), passagens e deslocamentos, entre outros, são integralmente cobertos com dinheiro público.

Ministros do STF - A legislação estabelece que o maior salário é sempre o dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Até o momento, eles recebem 26.723,13 reais. Parece alto. É muito maior. Cada um dos 11 ministros do STF pode gastar 614 reais por dia em viagens dentro do território nacional e 485 dólares por dia em viagens internacionais. Se o magistrado não morar em apartamentos funcionais, o auxílio-moradia é de 2.750 reais.

Os ministros também têm direito a um carro oficial com motorista – os gastos com combustível são ilimitados – e oito cargos comissionados. Em troca de um valor que não ultrapassa os 211,49 reais, os ministros e seus dependentes têm um plano de saúde que abrange cobertura médica e odontológica integrais.

Depois de aposentados compulsoriamente (quando completam 70 anos), os ministros continuam a receber o salário integral. Em caso de aposentadoria antecipada, o valor do subsídio é proporcional ao tempo de serviço.

Efeito cascata - Essas despesas não incluem os gastos com os quase 36 mil funcionários públicos do Legislativo, 1.106 servidores do STF, 23.172 da Justiça Federal, 33.503 da Justiça do Trabalho e tantos outros cargos comissionados – população superior à de centenas de cidades brasileiras.

“O maior problema do aumento do salário de deputados e senadores é que ele pode contagiar a máquina estatal e se estender para todos os setores do governo”, adverte Raul Velloso, especialista em contas públicas. “Os sindicatos, por exemplo, têm um balcão de negociação permanente no Ministério do Planejamento. O aumento nos salários dos parlamentares abre o precedente para o aumento nos salários do funcionalismo público”.

O último reajuste do Legislativo, que catapultou o salário de R$ 12 mil para R$ 16.512,09 por mês, ocorreu em 2007. Nos últimos três anos, a inflação não chegou a 20%. Para os congressistas, o salto desta quarta-feira foi de 61,8%. Presidente, vice-presidente e ministros quase triplicaram a arrecadação mensal. O salário mínimo está em 510 reais. Com sorte, chegará a 540 reais em 2011.

*Fonte revista Veja

Nota do blog: "Mas eles podem, afinal, daqui a quatro anos ninguém mais se lembrará disso" 

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Zelitto Silva

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domingo, 15 de agosto de 2010

Feto é encontrado por urubus dentro de cemitério

Um feto foi encontrado no início da tarde deste domingo (15/08) perto do portão e dentro do cemitério de Vila Formosa em São Paulo. Por volta das 13 horas pessoas que se dirigiam ao velório municipal que fica próximo do local perceberam a movimentação de urubus que tentavam tirar alguma coisa de um lençol ensanguentado. Ao averiguarem de que se tratava, descobriram o feto. A Polícia Militar foi chamada e preservou o local até a chegada da perícia. O bebê, de aproximadamente 20 cm aparenta ser uma menina e tem em torno de quatro meses de gestação, de acordo com uma policial que atendeu a ocorrência.
À esquerda, corpo coberto com plástico,
à direita pano que enrolava o feto
Lençol com sangue que cobria o corpo
Embora tenha sido percebido no domingo, é possível que tenha sido abandonado na noite anterior. Nilce Rigonatto de Assis que tem uma floricultura em frente ao portão do cemitério, na avenida João XXIII, diz que ontem por volta das 18hs, quando fechava o seu estabelecimento, percebeu uma mulher mexendo em alguma coisa no lugar onde o feto foi deixado, mas ela não deu muita importância, já que é comum se fazerm despachos no local. Hoje, por volta das 8h30 quando abriu a loja, ela não percebeu nenhuma movimentação estranha. “Depois, vi um cachorro mexendo e pensei, ‘tem alguma coisa errada’. O cachorro tava mexendo e puxando alguma coisa colorida”, disse a comerciante. Ela pediu para que o marido olhasse, mas ele não deu importância e só ficou sabendo do que se tratava depois que chegaram os policias.

Fucionários do velório não perceberam nada de anormal quando chegaram cedo para trabalhar. Um guarda do velório que não se identificou confirma que pessoas peceberam urubus mexendo no cadáver. Entretanto, o corpo aparenta está inteiro e sem picadas das aves.

Policial Militar guarda o local
O delegado Maurício Martins, plantonista do 30º DP compareceu ao local e requisitou a perícia técnica. Ele lavrará um Boletim de Ocorrência e o feto será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para que se esclareçam as circunstâncias da morte. O laudo será encaminhado para o 58º DP, onde será instalado um Inquérito Policial para investigar o caso.

O local próximo onde o corpo foi encontrado costuma ser frequentado por prostitutas que usam o cemitério para fazer programas. Recentemente, foi inaugurado o novo velório do cemitério bem próximo dalí, o que tornou o local mais movimentado e afastou essas mulheres, mas também facilitou a entrada na necróle de qualquer pessoa durante a noite, já que o portão precisa ficar aberto para as pessoas que vão ao velório. Ainda não há grades que separem o velório do cemitério.


quarta-feira, 16 de junho de 2010

ARTIGO - A comunicação Integrada e a Geração Y


Entender de comunicação integrada é mais do que pensar que ela é a interação entre todos os comunicólogos de uma organização. Com a rapidez que surgem os novos recursos tecnológicos e o perfil da chamada Geração Y, a interação deixa de ser entre os profissionais e passa a ser diretamente com essa nova classe de consumidores. Habituados às mudanças rápidas e movidos por constante curiosidade, imediatismo e criatividade, eles não se contentam apenas com o papel de receptores de informação. Íntimos das novas tecnologias, não lidam muito bem com as limitações, frustrações e restrições, e estão em interação constante com as redes sociais.


Os Y`s não precisam de mediadores, pois são parte do processo. Como consumidores, embora ainda não seja maioria, mantém forte influência sobre os outros grupos. De acordo com pesquisa realizada nos Estados Unidos, em 2007, a Geração Y representava 14% da população, mas com influência nas decisões de compras de 20% dos menores de 14 anos de idade e sobre os 33% com mais de 40 anos (os pais). Outro estudo americano com mulheres com a faixa etária entre 25 e 44 anos, constatou-se que, elas preferem seguir os gostos e atitudes dos Y´s do que da geração de suas mães. No Brasil, em 2025, os nascidos nas décadas de 1980 e 1990 representarão 73% da população economicamente ativa.

No Facebook, Orkut, MySpace, Messenger e outras redes, esses jovens se comunicam, influenciam, divulgam ideias, textos, projetos, vídeos para milhões de pessoas. Por meio de vídeos no Youtube, gravados muitas vezes com o celular, mostram ao mundo seus gostos, ideias, denúncias e críticas. Somente no Brasil, onde o Youtube tem a segunda maior audiência do mundo, 492.750 horas de conteúdo são publicados no site todo ano. Assim, eles ditam tendências e geram inúmeras pautas para veículos de comunicação.

A AOL realizou nos Estados Unidos, em 2009, um estudo com mil jovens com idade entre 14 e 24 anos para compreender como se comporta a geração que cresceu em um mundo de três plataformas: online, offline e mobile. O estudo revelou que passam mais de 17 horas conectados à internet por semana buscando novidades sobre suas preferências como filmes, músicas, moda e tecnologia. Celulares com internet mobile é utilizado por 88% dos pesquisados, desses 22% tem um smarthphone. Entre os meninos, 50% são os primeiros de seus grupos a adquirirem e se adaptarem aos produtos de alta tecnologia, sendo que 26% deles, já possuem um aparelho de blu-ray. Quanto às meninas, embora 77% delas prefiram comprar em lojas físicas, 64% delas escolhem os produtos de acordo com influência das amigas.

Uma outra pesquisa realizada em 2008 pela Burst Média com americanos de várias faixas etárias constatou que os Y´s são os que mais se identificam com os conteúdos da web. Para os com idade entre 18 e 24, 76% dos produtos de comunicação são direcionados para eles. Entre os de 25 a 34 anos, esse percentual é de 73,9%. Os números diminuem a medida que a idade aumenta.

Com base nas constatações acima, ao se comunicar com esse público, as organizações e empresas de comunicação integrada precisam aprender a encarar a web como fonte de relacionamento, se alinhando e interagindo com esses “experts em comunicação”. Conhecer as ferramentas apropriadas para cada fatia dessa geração e compreender que as relações são importantes oportunidades de atingir esses consumidores é o grande desafio dos profissionais de comunicação.

Embora busquem a internet para expressar opiniões e interagir com outros jovens, os Y´s não deixam as empresas de fora. Tanto que 52% dos usuários de redes sociais afirmam já ter interagido com marcas nesses ambientes e 80% garantem que confiam em recomendações de compras feitas por amigos. Portanto, somente empresas, profissionais e veículos que entenderem que nesse novo modelo de comunicação, a palavra de ordem é interação, continuarão existindo. O maior desafio que têm pela frente, é usar corretamente todo o potencial transformador da comunicação.

Afinal, como disse o jornalista Paulo Nassar, todos são influenciados por todos e sem intermediários, “milhões podem expor seus pontos de vista nesse mundo de controvérsias ambientais, econômicas e sociais. Não há mais unanimidade”. Ou as empresas e profissionais de comunicação aprendem isso, ou se cumprirá a profecia da IBM que afirma que em quatro anos, as empresas que não se posicionarem com bases sólidas nas redes sociais estarão perdendo mercado.

Por Zelitto Silva

ARTIGO - A comunicação Integrada e as novas tecnologias

A comunicação integrada surgiu nas instituições como forma de aproximar os conteúdos dos diversos setores dentro de uma empresa. No Brasil, o conceito é discutido desde a década de 1980, mas ganhou força no final dos anos 90 com a alavancada do processo de globalização. A partir dessa época, a mudança no comportamento social e de consumo da população gerou maior competitividade entre as empresas. Surgiu então, nas organizações, a necessidade de criação de estratégias que integrassem ferramentas de comunicação e os tornassem mais compostos, sem separação entre comunicação institucional e a comunicação mercadológica.


Com isso, a compreensão de Comunicação Integrada passou a ser vista como a necessidade de interação entre todos os profissionais da comunicação dentro de uma instituição. Jornalistas e publicitários e relações públicas precisaram aprender a trabalhar em conjunto, com objetivos e valores comuns, porque por mais competência que tenham os profissionais, o sucesso da empresa não resulta das capacidades individuais. Somente uma atuação conjugada de todas as áreas é garantia de coerência da linguagem adotada e a racionalização das atividades dos que produzem e veiculam as mensagens da instituição para os diversos públicos.

Entretanto, estudos mais recentes do conceito de comunicação integrada a fundamentam em três pilares básicos que vão além da integração entre profissionais de comunicação, há também a harmonização da mensagem da organização por meio de múltiplos canais de comunicação e o planejamento. A partir do desenvolvimento de novas tecnologias de informação, as ações do setor tornaram-se mais dinâmicas. Fez-se necessária uma discussão mais ampla do significado do que é Comunicação Integrada.

Pensar a utilização das novidades tecnológicas de forma mais sinérgica para o fortalecimento do conjunto das ações da organização inclui a agregação de novos profissionais com formação de equipes multifuncionais e interdisciplinares, integrando as pessoas e organizações em ambientes virtuais e físicos. Profissionais de informática, programadores gráficos, gestores de informação, analistas de sistemas, engenheiros de telecomunicações, entre outros, passaram a ser importantes não somente na implantação das ferramentas de comunicação propostas, mas também em sua concepção.

Quanto ao planejamento, à luz dos novos recursos tecnológicos, é cada dia mais complexo devida a fragmentação das mensagens expostas em diferentes mídias. Independente do formato da mensagem, a formação dos profissionais responsáveis por ela ou o público alvo, toda a ação deve ser planejada cuidadosamente não pensando somente no desenvolvimento tecnológico, mas nos possíveis e devidos usos desses novos recursos.

Afinal, a utilização dessas novas tecnologias, a utilização das redes sociais e outras diversas formas de se relacionar com o público que se pretende atingir, quando usados de forma integrada trazem resultados que colocará a marca num patamar elevado sobre os concorrentes.

Por Zelitto Silva

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Serra promete mostrar propostas para o país sem tom agressivo na campanha

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, disse, em entrevista à Rede Independência de Comunicação (RIC), afiliada da Rede Record no Paraná, que não adotará estilo agressivo durante a campanha eleitoral e negou que tivesse havido qualquer cobrança ou reunião do partido para pedir-lhe isso. "Eu tenho o meu estilo, sou do jeito que eu sou", destacou.
"Campanha eleitoral, para mim, é uma oportunidade para apresentar ideias, para apresentar propostas para o Brasil."

No entanto, ressaltou que pretende estabelecer debates e apresentar diferenças entre as candidaturas, a partir das biografias e das propostas. Serra esteve ontem à noite em Curitiba, quando concedeu a entrevista exclusiva à RIC, apresentada na manhã de hoje, e gravou uma participação na propaganda nacional do PSDB. De acordo com o presidente estadual do partido, deputado Valdir Rossoni, toda a programação foi elaborada pela assessoria de Serra. Rossoni e o pré-candidato do PSDB, Beto Richa, estavam no interior do Estado.

As críticas mais pesadas ao governo federal vieram quando o ex-governador paulista comentou a carga tributária. "Realmente é um exagero, prejudica a atividade, o emprego, a produção", acentuou. Segundo ele, o governo federal aumentou o imposto de saneamento básico de 3% para 7%, o que leva as empresas, na maioria estaduais e municipais, a gastar R$ 2 bilhões. "Tem que pagar para o saneamento ao invés de investir", criticou.

Serra afirmou, ainda, que o governo federal "não mergulha" como deveria no problema do tráfico de drogas e contrabando de armas, cujo controle é de sua responsabilidade. "Acho que o governo federal deveria compartilhar com os Estados as responsabilidades na segurança", opinou. "Ele tem que entrar como ator e não como espectador." O pré-candidato voltou a afirmar que criará o Ministério de Segurança Pública, colocando à frente "gente especializada".

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

TSE divulgará até o dia 5 de junho lista de filiados a partidos com pendências de multas

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovaram, na sessão administrativa desta terça-feira (1), sugestão da Corregedoria Geral Eleitoral de divulgar por meio do sistema Filiaweb a relação de todos os filiados a partidos políticos que possuam pendências de multas eleitorais.


A divulgação será feita até o dia 5 de junho, de acordo com alteração dada pela Lei 12.034/09 ao parágrafo 9º do artigo 11 da Lei 9.504/97. Até então a Justiça Eleitoral era obrigada a enviar a relação dos devedores de multa até o dia 5 de julho do ano da eleição.

Por meio dessa lista, os partidos poderão verificar quais os filiados que pretendem se candidatar em 2010 possuem a pendência e, assim, regularizar a situação para então conseguir a certidão de quitação eleitoral. Sem essa certidão os pretensos candidatos não poderão obter o registro de candidatura.

Essa solução, de acordo com o corregedor-geral eleitoral Aldir Passarinho Junior “contempla uso de ferramenta já aprovada pela Corte (Filiaweb), de conhecimento dos partidos políticos, viabilizando acesso dinâmico às informações demandadas e garantindo a atualização semanal das relações”.

Haverá uma adaptação do sistema para fornecer aos órgãos partidários informações atualizadas mesmo após o dia 5 de junho a respeito dos devedores de multa eleitoral em cada estado. De acordo com o ministro, os diretórios nacionais dos partidos políticos serão comunicados para que tomem idêntica providência junto aos diretórios regionais.

O ministro Arnaldo Versiani, relator das resoluções que regulamentam as eleições deste ano, disse que, com a decisão, os partidos políticos poderão tomar a iniciativa de encaminhar a relação aos seus diretórios e respectivos candidatos para a quitação das suas multas com antecedência razoável.

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral

segunda-feira, 15 de março de 2010

Artigo: A chamada geração y se tornará uma geração ingênua?

O "conflito de gerações" persiste em um elemento básico da análise social e política americana. A noção de que circunstâncias particulares e as experiências de cada grupo bem-sucedido o imbui com percepções, crenças e valores distintos parece intuitivamente racional e atraente. É também lisonjeira. Numa cultura de mercado de massas, pertencer a um grupo distinto, mesmo que englobe muitos milhões, contribui para um sentido de identidade. Numa pesquisa Gallup, feita em 1969, 74% dos americanos acreditavam no conflito de gerações. Uma pesquisa realizada no ano passado indicou que, hoje, 79% acreditam nisso.

Entre 1969 e hoje, as gerações, é claro, mudaram. Naquela época nós tínhamos os baby boomers (hoje entre 46 e 64 anos), que se aliaram numa batalha contra as gerações da 2.ª Guerra Mundial e da Grande Depressão. Hoje, a chamada geração Y, ou geração da internet (aqueles com menos de 29 anos), e a geração X (entre 30 e 45 anos) competem com os boomers e os americanos com 65 anos ou mais. As fronteiras exatas entre as gerações são, de alguma maneira, arbitrárias, e outras diferenças individuais (como renda, religião, educação, geografia) também são mais importantes. Mas os contrastes entre elas ajudam a traçar as mudanças e a continuidade nos Estados Unidos.

Examinemos um estudo dos 50 milhões de jovens da geração Y realizado pelo Pew Research Center. O estudo descobriu alguns fatos surpreendentes e outros nem tanto. Entre os surpreendentes (para mim): quase dois quintos dos jovens que integram a geração Y usam tatuagem, em comparação com os da geração X, um terço deles, e apenas 15% na geração mais velha. O que não me surpreendeu: a geração Y é a primeira geração verdadeiramente digital. Três quartos dos jovens criaram um perfil no Facebook ou em algum outro site social. Somente metade da geração X e 30% dos baby boomers se interessam por isso. Um quinto dos jovens da geração Y postou vídeos deles próprios na internet, muito mais do que os da geração X (6%) ou a geração mais velha (2%).

Sob muitos aspectos, os jovens da geração Y expandem muito pouco as tendências sociais. Desde o fim do alistamento militar, nos anos 70, a prestação do serviço ficou mais rara. Apenas 2% da geração Y é veterana; numa idade similar, 13% da velha geração e 24% dos mais velhos serviram o Exército.

Cada geração mais jovem mostra mais abertura do ponto de vista racial e sexual. Metade dessa geração defende o casamento gay; entre os baby boomers e os ainda mais velhos, o apoio chega a um terço e um quarto, respectivamente. Só 5% da geração Y se opõe a casamentos inter-raciais, e entre os que têm mais de 65 anos, 26%.

O estudo do Pew Center indagou sobre o que é ter um casamento bem-sucedido. Mais de quatro quintos de todos os grupos de idade disseram ser muitíssimo importante. A crença em Deus é generalizada: atinge 64% dos jovens da geração Y e 73% daqueles com mais 30 anos. Existe um consenso sobre muitos valores, mesmo se os ideais (casamento estável, por exemplo) são com frequência transgredidos.

Mas há uma tendência a se exagerar as generalizações, reduzir a importância da cultura nacional e ignorar as diferenças individuais. O estereótipo nos anos 60 dos baby boomers - um exemplo óbvio - como pessoas usuárias de droga, obcecadas por sexo, que desafiam a autoridade, libertinos anticapitalistas, foi derrubado. Mas, para os jovens de hoje, uma área tem muita importância: a economia. A violenta crise econômica atingiu duramente esses jovens. De acordo com o Pew Center, quase dois quintos daqueles entre 18 e 29 anos (37%) estão desempregados, "a mais alta porcentagem (...) em mais de três décadas".

Apenas 41% têm emprego em período integral, uma queda em relação aos 50% de 2006. Proporcionalmente, mais jovens dessa nova geração perderam recentemente seu emprego (10%) do que os da geração de mais de 30 (6%). Cerca de um terço dos entrevistados disse estar recebendo ajuda financeira da família, e 13% daqueles em idade entre 22 e 29 anos voltaram a viver com os pais.

Esses efeitos adversos devem perdurar. Um estudo frequentemente citado, realizado pela economista Lisa Kahn, da Universidade Yale, concluiu que jovens formados em faculdade e que entram no mercado de trabalho onde a taxa de desemprego é alta recebem um salário menor, e isso pode durar duas décadas. Escrevendo na revista The Atlantic, Don Peck disse que muitos jovens da geração Y foram mimados, achando que têm direitos, e estão mal preparados para um "ambiente econômico difícil".

Não têm a persistência e imaginação para enfrentar uma situação e se sair bem.

Essa acusação é injusta. Pela minha experiência pessoal, esses jovens são aplicados, disciplinados e determinados diante de uma frustração. De qualquer maneira, mais noticias ruins podem estar à frente. À medida que os baby boomers se aposentam, o crescimento dos gastos federais com a Previdência Social, o Medicare e o Medicaid podem aumentar os impostos que os jovens terão de arcar e encolher outros programas do governo. Será mais difícil começar a desenvolver uma família.

Eles podem se tornar uma geração ingênua. Eles devem pagar pelos pecados econômicos dos mais velhos, particularmente o fracasso deles em antecipar os custos previsíveis da aposentadoria dos baby boomers.

O que leva a uma pergunta: em 2008, um em cada dois desses jovens votou em Barack Obama; nas pesquisas, eles dizem estar mais dispostos do que americanos mais idosos a um governo ativista e que interfira na economia. Mas seu ardor por Obama já está esfriando.

Os impostos mais altos vão abrandar seu entusiasmo pelo governo?

ROBERT J. SAMUELSON para o Jornal O Estado de São Paulo, 15/03/2010

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

São Paulo está morrendo mais

“Desde que estou retirando / Só a morte vejo ativa/ Só a morte deparei / E as vezes tão festiva;/ Só a morte tem encontrado / Quem pensava encontrar vida / E o pouco que não foi morte / Foi de vida Severina...”


Se o retirante nordestino da poesia de João Cabral de Melo Neto tivesse passado por São Paulo nos dias de hoje, teria muito mais do que se assustar e contar sobre a morte na Metrópole.

Do ano de 2005 a 2008 o número de mortos na capital tem sido maior do que o crescimento da população. Enquanto nesse período a quantidade de moradores aumentou em 1,82% as mortes aumentaram 6,28%. Somente em 2008, 65900 paulistanos morreram.

Se acrescentar as pessoas de várias regiões do Brasil que vem para tratamentos de saúde ou visitar a capital e morrem por aqui, são em média 10 mil óbitos a mais todos os anos.

O aumento, no entanto, não é comemorado por todos que vivem da morte. Waldemar Rodrigues é dono de funerárias e presta de 40 a 50 serviços por mês na cidade de São Paulo.

Com 15 anos de experiência no ramo, Rodrigues confirma que a quantidade de serviços aumentou, mas diminuiu o faturamento. Não é a crise, mas a concorrência e o perfil dos consumidores desse mercado. “As pessoas estão mais precavidas com a morte que antigamente”, afirma. Ele conta que é comum as pessoas ligarem para várias empresas do ramo para comparar preço.

Animais de rua é um desafio para todos

Veterinária faz uma avaliação sobre a população de cães e gatos em São Paulo. Ela critica a política da prefeitura em relação aos animais abandonados. Destaca o papel das ONG´s e traça o perfil das pessoas que se dedicam aos bichinhos.

Claudia Regina Marino, 32, é formada há oito anos e exerce duas funções. Na parte da manhã, ela trabalha em um hipermercado. É responsável técnica pelo setor de carnes. Mas a parte mais prazerosa de seu trabalho são as tardes numa clínica veterinária da Zona Leste de São Paulo. Assim que chega, ela é informada sobre o trabalho que a espera. O local está em reforma, mas os azulejos brancos das paredes dão uma percepção maior de higiene.




Sentada em seu consultório, Marino expõe os seus pontos de vista. Seus olhos brilham e seu sorriso aparece quando fala de gatos e cachorros. Sobre a mesa papéis e caixas de amostras grátis de medicamentos. A médica se sente recompensada pelo que faz:

"Ver um bichinho bem. Ver um bichinho saudável. Ver um bichinho cuidado com amor. Acho que não tem dinheiro que pague isso". Diz

O papel das ONG´s
Para a veterinária, as ONG´s ( organizações não-governamentais ) têm papel fundamental na conscientização das pessoas que adotam animais, porque elas orientam e acompanham a adaptação dos bichos.

"Se ela (uma ONG) perceber que esses animais não estão sendo bem cuidados, são retirados dos lares... Essas ONG´s tem um papel muito importante na parte educativa. Porque para a pessoa desempenhar vários papéis, muitas vezes, pôr dinheiro do próprio bolso, é porque gosta mesmo". Diz a médica.

Perguntada sobre a possibilidade de aproveitadores usar a causa dos animais para lucrar. A Veterinária disse não acreditar na sobrevivência de ONG´s que tem essa finalidade.

Quem adota
Para Marino, a pessoa que adota um animal abandonado quer apenas a companhia do bicho. Não está preocupada com a beleza, status ou raça:

"Têm pessoas muito pobres, mas têm pessoas como poder aquisitivo. Que tem condições de comprar animais caros. Mas que pega vira-latinha de rua ou de campanha de doação. Elas querem o animal".

Lei Trípoli
O Vereador da cidade de São Paulo, Roberto Trípoli, do Partido Verde criou a Lei Municipal nº 14.483/07 que trata sobre a propriedade de animais domésticos. De acordo com a regra, todos os animais vendidos ou doados em São Paulo, devem ter atestado de vacinação e vermifugação, manual de orientação, microchipagem, contrato de doação e castração.

Cláudia vê problema na implementação da lei, porque prejudica o trabalho dos veterinários. Segundo ela, os procedimentos exigidos pela norma geram um custo alto para o profissional que recolhe um animal de rua para depois doar.

"É caríssimo. A vacina é 40 reais, se tiver que castrar é em torno de 50 reais, mais a ração. Então por animal é 100 a 150 reais que a gente gasta. Isso se for doado na primeira semana. Têm animais que ficam aqui dois meses. Então imagina o animal comendo dois meses, vermifugando. Tem um cuidado para esse animal não pegar doença. Então essa lei não veio para ajudar. Tá omitindo o papel da Prefeitura", desabafou.


 
Cães abandonados são alimentados com restos de comida no cemitério de Vila Formosa

População Animal
De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) a solução para a grande quantidade de animais nas ruas, seria a castração em massa e o estímulo à adoção responsável.

O problema segundo a especialista, é que a prefeitura de São Paulo não realiza mutirões de castração. Para ela, o trabalho realizado pelo município é “Precário e bagunçado”. Como exemplo de desorganização ela cita o caso do RGA (Registro Geral dos Animais). O CCZ (Centro de Controle de Zoonozes) mandava as clínicas cobrarem uma taxa de três reais dos proprietários de animais, por uma carteirinha e uma chapinha com a identificação do bicho. A taxa foi cobrada e o valor repassado ao CCZ. Mas os donos de animais nunca receberam as carteirinhas, informou a veterinária.

Mas a médica não desanima e aposta no trabalho dos voluntários para amenizar o problema do abandono:
"Têm os que se doam da forma financeira, porque de repente não têm conhecimentos. Outros doam na parte técnica. As pessoas que gostam de animais vêem esses bichos como uma coisa muito frágil, então se solidarizam de alguma forma", concluiu.