Encenação às dez da manhã atrai crianças ao teatro em Guaianases
Sobre o horário, Valente, intérprete do Bode no espetáculo, disse que “se fosse as quatro da tarde proporcionaria uma casa muito mais cheia.” Mesmo assim, ele se sentiu muito feliz com a recepção da platéia do CEU, e ressaltou a importância do evento. “Precisa ter mais Viradas Culturais, mais teatros de graça”, sugeriu. O artista apontou, também, a solução para violência nas periferias. “A cultura é um investimento a longo prazo.”
Donato Esmeraldo de Paschoa, 66, oficial de justiça aposentado, levou a filha Nicole, de cinco anos, para ver a peça. Ele destacou que é preciso cultura para todas as idades. Sobre a animação das crianças, inclusive a sua filha, o aposentado disse: "Quando a peça é boa e traz uma mensagem, o povo vibra. Isso é aproveitável"
A encenação aborda a divisão do espaço em comum entre seres diferentes. Fala do valor da amizade. Mostra a importância da união da força com a inteligência. Critica o machismo na divisão das responsabilidades domésticas.
Selma Pereira, 52, Coordenadora de Cultura do CEU Jambeiro, falou da ansiedade dos alunos pela programação da Virada Cultural. Ela salientou o interesse, por parte da população local, por projetos culturais na instituição, durante todo o ano.
Para a Coordenadora, a procura só não é ainda maior porque “os pais trabalham e não tem como trazerem os filhos. Falta tempo para eles poderem vir, mas a programação é muito farta”. Disse.

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