"Campanha eleitoral, para mim, é uma oportunidade para apresentar ideias, para apresentar propostas para o Brasil."
No entanto, ressaltou que pretende estabelecer debates e apresentar diferenças entre as candidaturas, a partir das biografias e das propostas. Serra esteve ontem à noite em Curitiba, quando concedeu a entrevista exclusiva à RIC, apresentada na manhã de hoje, e gravou uma participação na propaganda nacional do PSDB. De acordo com o presidente estadual do partido, deputado Valdir Rossoni, toda a programação foi elaborada pela assessoria de Serra. Rossoni e o pré-candidato do PSDB, Beto Richa, estavam no interior do Estado.
As críticas mais pesadas ao governo federal vieram quando o ex-governador paulista comentou a carga tributária. "Realmente é um exagero, prejudica a atividade, o emprego, a produção", acentuou. Segundo ele, o governo federal aumentou o imposto de saneamento básico de 3% para 7%, o que leva as empresas, na maioria estaduais e municipais, a gastar R$ 2 bilhões. "Tem que pagar para o saneamento ao invés de investir", criticou.
Serra afirmou, ainda, que o governo federal "não mergulha" como deveria no problema do tráfico de drogas e contrabando de armas, cujo controle é de sua responsabilidade. "Acho que o governo federal deveria compartilhar com os Estados as responsabilidades na segurança", opinou. "Ele tem que entrar como ator e não como espectador." O pré-candidato voltou a afirmar que criará o Ministério de Segurança Pública, colocando à frente "gente especializada".
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

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